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Fichas

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1 Fichas em Sex Jun 10, 2016 4:13 pm

Características do Personagem:
Nome:
Genero: (Lembrando que Kyu, você é femea.)
Idade:
Aparência:
Personalidade:
História:
Escola:
Escolha um país humano para estudar.

Características do Digimon parceiro:
Espécie: 
Personalidade:
História:
Como se conheceram:


O Digimon que governará ao seu lado como chefe da família funciona quase como um casamento. No momento que você encontra o parceiro certo, conversa com o atual chefe para receber sua benção... Ou não. É algo para toda vida e algo muito sério nesse universo, então não é necessário que seu personagem já o tenha escolhido, essa escolha poderá ser feita no decorrer da história. Especifique esses detalhes na história ou em como se conheceram;
 
Caracteristicas da Família:
Família:
Dai – Dragon’s Roar
Kyo – WG
Kyu – JT
Conner – ME
Amanda – VB
L - NS
Lema da Família principal:
Habilidade genética:
Depende de sua família. Converse comigo~
Chefes:
Seu pai e sua mãe se estiverem vivos. Você? Seu tio? Como isso é decidido?
Humanos:
Conte sobre a família de humanos que vive aí. Sua irmã, tia, avó, que seja.
Digimons que moram na casa principal:
Torno de 3 fortes, 5 médios, e 10 fracos.
Digimons que se destacam na família:
Os fortes provavelmente estarão aqui. Alguém que está apresentando um bom desempenho também;
 
Caracteristicas do país:
Nome do País:
Imagem do País:
Atual Governante:
Digimons que se encontram em maior quantidade no país:
Mínimo 10. Cidadãos normais, não muito fortes.
Digimons que se destacam na sociedade e porque;
Modo de governo:
A família principal tem de existir, agora a influência e como esse governo é feito vocês escolhem. Democracia, Aristocracia, etc. Não precisam seguir um modelo humano, podem inventar um aqui e descrever também.
Descrição do governo:
Como seus pais – ou você, se já tiver assumido - estão fazendo as coisas?
Descrição da vida dos cidadãos:
Como eles passam o dia-a-dia, com o que a maioria trabalha, etc
Descrição Socioeconômica:
Com qual atividade o país se sustenta? Matéria-prima? Industria? Serviços? O país está bem econômica e socialmente?
 
Habilidades do personagem:
Eu vou decidir ao ler sua ficha <3 Se caprichar ganha mais <3 Vai interferir e muito nas suas ações heroicas.
Perícia Animais 
Especializações: Doma - Montaria - Tratamento - Treinamento - Veterinaria

Perícia Artes
Especializações: Atuação - Canto - Culinaria - Dança - Desenho - Escultura - Falsificação - Fotografia - Instrumentos musicais - Ilusionismo - Joalheria - Oficios - Pintura - Redação

Perícia Ciência 
Especializações: Astronomia - Biologia - Ciências Proibida -Geografia - História - Meteorologia - Psicologia - Ecologia - Genética - Literatura - Quimica - Ufologia

Perícia Crime
 
Especializações: Armadilhas - Arrombamento - Criptografia - Disfarce - Fuga - Explosivos - Falsificação - Intimidação - Punga - Rastreio - Tortura

Perícia Esporte
Especializações: Acrobacia - Alpinismo - Arqueria - Corrida - Jogos - Mergulho - Montaria - Natação - Pilotagem - Arremesso - Boxe - Artes Marciais - Salto - Caça - Pesca - Paraquedismo

Perícia Idiomas
Especializações: Código Morse - Criptografia - Leitura labial - Linguagem dos Sinais - Linguas atuais - Linguas Antigas

Perícia Investigação
Especializações: Arrombamento - Conhecimento de Terreno - Criptografia - Disfarce - Explosivos - Falsificação - Interrogatório - Intimidação - Jurisprudência - Rastreio

Perícia Maquinas
Especializações: Computação - Condução -Eletrônica - Engenharia - Explosivos - Mecânica - Pilotagem 

Perícia Manipulação
Especializações: Hipnose - Interrogatório - Blefar - Intimidação - Jurisprudência - Liderança - Trato Social - Tortura - Sedução

Perícia Medicina
Especializações: Cirurgia - Diagnose - Farmacologia - Primeiros Socorros - Psiquiatria - Veterinária

Perícia Sobrevivência
Especializações: Alpinismo - Armadilhas - Arqueiria - Bussola Natural - Meteorologia - Navegação - Pesca - Rastreio - Artico - Oceano - Floresta - Deserto - Montanhas – Cavernas
 

Leia aqui o que cada uma faz.

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2 Re: Fichas em Dom Jun 19, 2016 4:40 pm

Como eu vou recomeçar tudo mesmo, fiquem com o que eu já tinha escrito enquanto esperam o capítulo 1 -q

Esfregando as mãos umas nas outras, o Descendente do fogo e da lava apreciava mais um frio dia de verão no mundo Humano. Ele havia tentado por uma terceira blusa por debaixo dessa vez, mas nada adiantava. O clima da Terra era definitivamente gelado demais para o seu gosto.
 A faculdade de relações internacionais conseguia ser ainda mais puxada que a escola. Ele ainda teve a inocência de pensar estudando apenas uma área teria mais tempo livre. Já estava cansado das redações quilométricas.
Bem, não que ele estivesse completamente infeliz. Ele sabia que Dragiosso andava com diversos problemas com outras nações. Se ele pudesse fazer algo pelo seu país e ser um líder forte e marcante como seu pai... Então mesmo as aulas repetitivas de Flamedramon valeriam a pena.
Sim... A faculdade era a parte fácil.
Era no mínimo cansativo ter duas escolas por dia, ainda mais quando sabia que não usaria nem 1/10 do que aprendera no mundo humano quando estivesse governando. Mas bem, tradições eram tradições. Ele ainda era um humano, afinal.
Certo?
Certo.
Sentiu seu Digivice vibrar e se apressou em tirar o aparelho do bolso. V-mon.
- Hiro! Onde você está?! Venha aqui logo antes que Agunimon me ache!
Meio afobado, Hiroki pode ver seu parceiro escondido em algum lugar escuro a base de rocha vulcânica. Provavelmente estava atrás da casa, nos fundos.
Aquele seria com certeza o primeiro lugar que Agunimon olharia.
- O pessoal conseguiu a DATA? -  Viu V-mon assentir e deixou-se esboçar um sorriso. Ele seria um grande líder e se esforçaria muito nos seus estudos... Mas logo quando criança percebera que não havia sentido sem algumas brincadeiras de vez em quando. – Já estou indo pra ai!
Saiu correndo da multidão de pessoas que saia da faculdade e se dirigiu a um lugar isolado, o que ele costumava usar para ir e voltar para casa. Colocando a DATA do castelo dos Dragon’s Roar, um flash verde o consumiu antes de ver o confortável tom de vermelho e preto e o clima agradável de 35 graus de sua doce casa.
Correu em direção do lugar onde seu parceiro se encontrava, lutando para desviar de Dracomons que corriam de um lado para o outro.... Provavelmente à sua procura. Ele não podia nem sair da faculdade com calma, isso estava ficando ridículo. Ao menos não havia sinal de Flamedramon ou Agunimon.
Encontrou o parceiro encolhido nos fundos, onde uma muralha natural formada de rochas criadas pela solidificação do magma impedia invasores de entrarem como quiserem no castelo. Com o encontrar de olhares, V-mon fez um sinal para que ele se apressasse.
- E ai?
- É de uma região lá do sul... – V-mon tirou da bolsa que carregava um pequeno chip contendo a DATA que havia pedido aos seus amigos na cidade. Realmente não havia nada que Ryuudramon não conseguisse. – Parece que não vai ser tão quentinho.
- Por sorte eu tive meu árduo treinamento à baixas temperaturas, no mundo humano! – O jovem comemorou enquanto batia orgulhoso nas suas grossas camadas de agasalhos, que já não estavam tão confortáveis agora que estava em casa.
V-mon murmurou algo sobre isso não contar para si, mas o ânimo do outro logo fez suas preocupações anteriores relaxarem um pouco. Hiro saia o tempo inteiro para o mundo o humano, mas ele – tal como a maioria dos habitantes de Dragiosso – nunca haviam se aventurado muito além das muralhas naturais de lava e rocha do país.
Não como se os futuros governantes não soubessem de nada sobre o que acontecia no mundo digital – muito pelo contrário, já estavam cansados de ouvir sobre isso – mas ver com seus próprios olhos... Isso já era algo exclusivo à comerciantes ou grandes Dragões que representavam o reino.
Não sabia se essas ideias de ‘ver o mundo e seus problemas’ que Hiro estava falando desde que entrara na faculdade seriam algo positivo ou um grande desastre. Com certeza seus tutores não ficariam nada felizes.
Encaixando o chip na extremidade de seu Digivice, pode ver pela pequena tela um ambiente de vegetação rasteira que estava aparentemente deserto. Com um sorriso quente que deixava as presas a mostra e chegava a animar o pacifico V-mon sobre receber uma aula duplamente reforçada como castigo no futuro – no mínimo – ambos se deixaram levar pelo doce formigar do flash verde que os consumia e transportava seus dados pelo servidor.
Logo estavam no local antes visualizado. Já sentindo a diferença de temperatura, V-mon segurou na alça da bolsa enquanto sentia seu corpo tremer um pouco. Hiro olhou ao redor procurando algum sinal de vida. Eles estavam ao sul, mas o quão ao sul? Perto de White Flower, talvez? Ou mesmo logo depois do vale de vulcões, em Naturia?
Fazendo um sinal com a mão para que o bípede azul o seguisse, ambos começaram a explorar a área.
- Essas plantas são bem interessantes... Me pergunto como elas conseguem resistir ao frio...
Comentou o Digimon, surpreso com a quantidade de gramíneas e arbustos que encontrava pelo caminho. Certamente havia muito mais variedade do que em Dragiosso, onde vegetação era algo raro e possuía muito mais tamanho e imposição do que aqueles delicados fiapos de plantas cheios de folhas verdes. O solo era também mais fofo e solto uma vez que não era feito à base de magma. A grama macia fazia cócegas sob seus pés e o ar, livre da variedade de gases liberados pelos vulcões, era de certa forma fácil de se respirar.
- E então? Vai dizer que não valeu a pena? – Hiroki sorriu ao ver a curiosidade do parceiro. A vegetação presente era de alguma forma parecida com a que encontrava no Mundo Humano, logo ele já não se surpreendia muito com o que era novidade para o parceiro
Um silencio pesado se instalou quando um ar frio pairou sobre eles. Enrijecendo as expressões descontraídas, os amigos olharam para a mesma direção institivamente. Havia alguma coisa acontecendo.
- Vamos checar... – Hiroki murmurou afrouxando um pouco seu cachecol e sentindo seu corpo ficar quente. A adrenalina podia cobrir os efeitos daquele gelado clima de 27 graus. Quando ele ficava excitado ou nervoso... As coisas costumavam explodir. Mesmo se não tivesse falado, certamente V-mon já entenderia.
Partindo para uma corrida em direção de um caminho desconhecido, mas que certamente os levaria aonde queriam, os dois avistaram de longe pequenas cabanas feitas da madeira das arvores que se encontravam na região. Alguma vila, provavelmente.
O cheiro de datas impregnava o ar. Alguém havia se machucado. Ou muitos alguéns.
- Ei! – o jovem gritou em direção as pequenas e precárias casinha que percebeu serem muito menores do que esperava. – O que está acontecendo?!
Em meio ao silêncio desconfortante que o fazia aumentar o ritmo, viu um ponto loiro cambalear em uma tentativa de sair da região. A visão do nauseante líquido vermelho que escorria de sua cabeça e o modo com que ele segurava desajeitadamente o braço esquerdo fez com que as suspeitas fossem confirmadas.
- Ei! Garoto! O que aconteceu?! – Hiroki gritou, se aproximando em meio de tentativas para recuperar o fôlego. O menino humano parecia surpreso.
- Existem mais humanos por aqui...? – O loiro questionou com dificuldade, parecendo aliviado. Hiro guardaria a mesma pergunta para mais tarde, afinal, não deveriam haver humanos fora dos oito reinos. – Os monstros... Começaram a lutar ali...
Ignorando o menino ferido logo em seguida, V-mon se esforçou para alcançar o parceiro que já se dirigia ao local que o primeiro havia vindo. A imagem de alguns Digimons Em Treinamento feridos se escondendo em suas frágeis casas de madeira despertava no Rookie a mesma fúria.
Uma vila de Digimons de nível baixo normalmente se dava em lugares onde antes havia tido uma grande luta, um lugar onde antes muito morreram. Os ovos eram abandonados e quando chocavam acabavam por depender uns dos outros para sobreviver. Ainda sim, apenas o level de treinamento não devia ser o bastante para garantir a sobrevivência de uma comunidade. Os rookies ou leveis mais poderosos deveriam estar agora enfrentando aquele que causara o ataque.
- Ei! Espera! – Puderam ouvir o garoto gritando pouco atrás, mas não deram muita bola. Os olhos azuis escuros nebulosos hesitaram sobre o que fazer.
Um Digimon verde bípede com uma grande boca repleta de dentes afiados que ameaçava o oponente com um porrete feito de ossos. Hiroki piscou em reconhecimento. Ele pertencia a família Nightmare Soldiers.
- É um Orgemon – V-mon confirmou suas hipóteses fazendo com que pela primeira vez acreditasse que aquelas aulas teóricas sobre a Teoria das Espécies Digitais serviam para alguma coisa – Mas nós não devíamos estar tão ao sul ao ponto de entrar no território dos Virus Busters ou Nightmare Soldiers...
- Do que isso importa?! – Hiroki grunhiu. Um Digimon Campeão não devia estar atacando um vilarejo de Digimons em treinamento, principalmente quando seu único oponente era um Rookie. Não havia mais nenhum Digimon evoluídos na vila?
Gabumon. Um Digimon bípede coberto por uma capa de pele nos tons azul e branco. Seu chifre amarelo se destacava saindo da cabeça. Uma das possíveis evoluções dos Digimons que viram se escondendo nas casas. Se todos eram Nature Spirits, eles estavam mesmo perto de Naturia e provavelmente eram consequência da guerra que o país havia enfrentado.
Os olhos daquele que defendia se encontraram com os recém-chegados num frio cumprimento. Eles transmitiam uma sensação de ‘fique longe’ não muito amigável, mas as feridas emanando aquele horrendo cheiro de data os induziam a fazer o contrário.
- Ei! Seu monstrengo! Qual o sentido disso?! – Hiroki quase mordeu a língua. “Se acalme, não é assim que você está sendo ensinado...” foi obrigado a se lembrar das aulas que estavam recebendo. Diziam que insultar não resolvia nada.
O moreno ouviu seu nome sendo gritado por V-mon, que o empurrou com uma cabeçada para longe do golpe do porrete de Orgemon. Sentiu o ar saindo de seus pulmões pelo impacto e lutou para fazer uma manobra e não se esborrachar no chão. Se perguntou por um momento qual dos dois golpes teria doido mais.
- Ei! É melhor vocês dois se explicarem! A luta vai danificar a vila desses Tsunomons! – Paciência, Hiroki. Paciência. Repetiu para si enquanto se punha a ficar de pé outra vez.
- Sem interrupções! – O Orgemon grunhiu enquanto se preparava para mais um movimento com seu Porrete. Dessa vez preparados, os dois conseguiram sem muito esforço desviar. Hiroki sentiu sua camisa se rasgando com o raspar dos espinhos que eram anexados à mórbida arma. Sentiu as mãos estalarem em faíscas.
- Que se dane a diplomacia! – Ele grunhiu, encarando V-mon com um olhar de quem não voltaria atrás. O parceiro assentiu – Eu vou acabar com você seu...!
Foi interrompido quando um jato de fogo azul veio em sua direção, chamuscando suas roupas e estragando completamente seu já danificado casaco predileto. Por sorte, ele não tinha muito problema com calor. Direcionando o olhar para onde o ataque tinha vindo, parou com a boca semiaberta quando viu Gabumon bufando, encarando o Ogremon que se encontrava pouco à frente de si.
- Não interfira. – Ele colocou em palavras claras o olhar que Hiroki havia percebido antes. Com queixo caido, o jovem sentiu o sangue subir à cabeça e uma imensa vontade de se aliar à Orgemon para acabar com o rookie. Suas mãos emitiam faíscas e ele sentia muita vontade de explodir alguma coisa.
-EI! – Ouviu uma voz vinda de trás. Orgemon passou por eles e voltou a atacar sem dó o bípede que também tinha todo seu foco luta. V-mon arrastou o parceiro para fora do campo de batalha, levemente receoso que aquela frágil e excessiva vegetação pudesse se tornar alimento para as chamas.

- Hiro! – O jovem foi desperto pela voz rígida do parceiro, só então notando a presença do loiro que voltava a se aproximar deles.

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3 Re: Fichas em Seg Jun 20, 2016 11:04 am

OS DESCENDENTES


“Há muito tempo atrás, os oito heróis e seus Digimons recuperaram a paz em um Digimundo caótico e repleto de guerras. Para que ninguém mais fosse ferido, eles fundaram impérios onde governariam em prol da paz, dividindo as famílias de Digimons de acordo com suas características para que assim fosse mais fácil atender os desejos da grande diversidade de variações de caráter e morais que cada grupo possuía.
Como diz a tradição, os descendentes vão assumir seus postos para que a tragédia não volte a se repetir”
- Não existe ninguém no nosso mundo que não conheça essa história...
- Mas sabe o que eu acho? Os heróis adoraram o poder que encontraram no mundo Digital. Quando cumpriram seu objetivo, eles fugiram do mundo humano que também deviam proteger e reinaram a todo luxo em seus devidos impérios. Quando a guerra acabou, eles não deviam ter voltado para suas vidas?
- Cada vez mais eu sentia que essa tal catástrofe estava se aproximando... Mas dessa vez, quem causou ela foi quem devia impedi-la...
- Mesmo se eu não tivesse feito nada, isso ia acabar acontecendo.
- Você me entende, não é? Já está na hora dos Digimons recuperarem o controle da sua terra. Eu só causei tudo isso pra salvar esse mundo.
- Porque eu sou um descendente também.


O cheiro de mofo e de pedras úmidas enchia a apertada sala anciã, cheia de passagens, que os quatro jovens se encontravam. Sentados em volta de uma mesa que, tal como tudo naquele estranho local, parecia ser feita de rochas, os constantes olhares desconfiados brincavam numa dança de encarar e fingir não estar sendo encarado.
Todos estavam se conhecendo pela primeira vez, o que levava a tentativa de manter suas expressões impossíveis de serem interpretadas.
Ao lado dos quatro jovens, respectivos monstros se portavam atentos uns aos outros. Os maiores e mais experientes tinham olhares profissionais e transpareciam claramente o futuro que pesava nas costas de cada um dos presentes. Entre eles, entretanto, era perceptível um pequeno bípede azul que compartilhava do parceiro o sentimento de ansiedade e insegurança.
Todo e qualquer um presente ali sabia dos riscos em que se encontrava e estavam preparados para que a qualquer instante fosse atada a bandeira e revelada uma armadilha. Apenas 4 dos oito compareceram. Talvez haviam sido mesmo ingênuos de seguir um chamado de outra nação enquanto os devidos pais, verdadeiros chefes e representantes já acostumados com aquela tensão, estavam fora atendendo sua própria e inevitável reunião obrigatória com os devidos pais dos outros presentes.
Mas eles precisavam saber.
Nunca uma reunião demorara tanto. Aqueles tensos encontros que aconteciam torno de 4 vezes ao ano e juntavam, sem falta, todos os governantes das casas principais, eram algo a ser temido por todos os descendentes que imaginavam em um futuro não tão distante assumir para si esse peso. Ouviam de seus pais e tutores o quão era importante manter a melhor das imagens para com todos os reinos... E quais seriam as consequências em exibir um pouco demais as fraquezas de seu país.
Era exatamente por essa razão que no meio do jogo de olhares todos os jovens tentavam manter um sorriso cordial e conversavam dois a dois, casualmente entre si.
- Mas está realmente demorando... – A linda garota de longos cabelos loiro escuro comentou, já sentindo um repúdio que não podia demonstrar por cada um dos homens ali presentes. – Se não foi nenhum de nós que marcou essa reunião, o Descendente que nos jogou aqui realmente não tem educação. – Ajeitando algumas mechas loiras rebeldes que insistiam em cair em cima de seus olhos, ela encarava seu parceiro de conversas com um sorriso charmoso e provavelmente o mais falso que havia feito em toda sua vida. Seu vestido verde musgo com detalhes brancos seria muito curto se não fosse uma legging preta tampando o necessário. Uma bota de cano alto em estilo militar decorada de modo feminino e os diversos tipos de facas presas por cintos em várias partes de sua cintura e coxas denunciavam sua habilidade e criação.
- Certamente... – Concordou formalmente o jovem de cabelos e olhos castanhos, sem se deixar impressionar pela beleza da parceira de conversa, muito menos com suas provocações. Também possuía uma formação adequada para perceber pequenos detalhes. A camisa regata azul-petróleo exibia uma tatuagem em formato de anel, uma frase escrita em uma das linguagens antigas do Digimundo. Os ombros largos e os músculos bem distribuídos já exibiam sinais que sua rotina se resumia a nadar o dia inteiro, típico de um descendente Deep Savers.
- Talvez devêssemos investigar, majestade. Deseja que eu identifique o local? – O grande peixe coberto por uma armadura azul-marinho se dirigiu ao moreno com uma leve reverência. Neptunemon era conhecido por sua força em batalha e, além de ser o líder da guarda real de Marine, era o guarda-costas pessoal do futuro regente. A grande arvore que acompanhava a loira pigarreou.
- Creio que não seja uma boa ideia – Apoiado em uma bengala feita de madeira, Cherrymon era outro grande Digimon que agradecia pela sala ampla. Encarando com olhos afiados o peixe, sua expressão serena e aparentemente sem ameaças se destacava naquele clima pesado – Talvez no fundo do Oceano você seja veloz, mas acredito que em terra se tornaria um alvo fácil para armadilhas.
- Kyu... – A atenção dos poderosos se voltou para um pequeno ser bípede de pelagem amarronzada e grandes orelhas que se encontrava perto de umas das paredes e pronunciava pela primeira vez. Se dirigindo a loira, ele tentou não se sentir oprimido pelas grandes figuras – Senhorita, se for um problema de mobilidade posso verificar o perímetro. Se eu não retornar certamente saberão que há algo errado.
- Não se preocupe com isso Lopmon. – Foi tudo que respondeu, um olhar enigmático para com o Rookie que sequer pertencia família que esta governava fez os vindos das profundezas trocarem um breve olhar entre si e a Cherrymon pigarrear.
- Bem, certamente não seria uma má ideia...
- Não é uma boa ideia. – Doze anos. Esse certamente era o máximo de idade que o herdeiro dos Wind Guardians possuía. Ainda sim, com total calma e tranquilidade, ele levantou a voz para chamar a atenção da dupla que se encontrava do outro lado da mesa. Seu parceiro de conversas, um moreno com cálidos olhos verdes que usava tantos agasalhos que quase parecia ter vindo do extremo norte do Digimundo, observava a cena com os cotovelos escorados na mesa e um olhar de tédio. – Se isso realmente for uma armadilha, é mais provável que eles queiram que saiamos dessa sala e que nos separemos. É mais sensato ficarmos juntos e avaliarmos a situação.
Com roupas em tons claros contrastando com seus cabelos repicados negros como a noite e os olhos em profundos tons de azul, o semblante sério da criança impunha um ar nobre que determinava claramente sua posição social. Uma pequena capa que ia apenas até a metade das costas adornada com algumas joias e correntes, o short perfeitamente passado que alcançava os joelhos e a meia branca que chegava até a metade das panturrilhas, realmente o conferiam um visual mesmo exagerado e antiquado de ‘nobreza’. Com os boatos que rondavam sobre os questionáveis gostos de sua mãe, era bem possível que não havia sido ele escolher vestir-se dessa maneira.
- Com seu perdão... – Cherrymon se dirigiu ao mais novo, sua expressão parecendo vacilar um pouco ao ser questionado – Mas sinto que simplesmente ficar parado e esperar um ataque não seja o mais eficiente... Acho que já ‘avaliamos a situação’ por tempo demais...
O garoto havia aberto a boca para responder quando a atenção de todos fora desviada outra vez para uma nova voz que ecoava vinda de mais uma das entradas subterrâneas. Um jovem de cabelos loiros e olhos verdes entrara com uma expressão perdida, um bípede Digimon leão o logo ao seu lado em estado de alerta. Ao perceber a presença de outros humanos, ele soltou um suspiro de alívio.
- É aqui...?
Houve um momento de silêncio enquanto os excêntricos descendentes processavam a imagem do menino com suas calças jeans e jaqueta verde. Talvez houvesse acabado de sair de uma de suas aulas no mundo humano. Mas ainda sim, vir para uma reunião desse calibre vestido daquele jeito?
- Ei! Foi você quem nos-
- Tommy?! – As cabeças se viraram outra vez para uma engraçada reação em cadeia. O garoto moreno que usava uma grande quantidade de casacos se levantou de sua mesa, parecendo surpreso com a presença do novato.
- Ah... Hiro. Se você está aqui então... Parece que finalmente chegamos Leomon. – O loiro comentou com uma expressão nula, os olhos receosos levemente preocupados por ter toda atenção sobre si. Ainda parecendo não ter um rumo específico, ele inflou o peito em uma tentativa de parecer imponente e se dirigiu ao descendente dos Dragon’s Roar. O pequeno bípede azul também se levantou de sua cadeira e parecia tão boquiaberto quanto o moreno que acompanhava. O resto dos presentes pareciam ter entrado em um silencioso modo de observação e avaliação.
- Cara! Era pro descendente de Naturia vir! Por que está aqui?! – O jovem bufou, parecendo se esquecer da cautela na qual estava prosseguindo antes. Os olhos verdes se encontraram e o loiro tombou a cabeça. Quando parecia ir esclarecer as coisas, o Digimon leão que o acompanhava tomou a frente num tom levemente repreendedor.
- Senhor, onde teve a oportunidade de conhecer o Jovem de Dragiosso? – Sendo dirigido com uma voz que demonstrava sua posição inferior, mas levemente autoritária, o recém-chegado sentiu que talvez estivesse perdendo uma ou duas coisas ali. O clima pesado pairou sobre si e ele finalmente percebera que aquele não era lugar para brincadeiras.
- Eu... – Ele murmurou, levando um tempo para raciocinar e pensar no que explicaria em seguida. Tentando novamente parecer digno de sua posição, ele firmou o corpo e a voz como havia aprendido – Conheci Hiroki enquanto explorava os arredores de Naturia.
- Tommy... – O bípede azul que representava os Dragon Roar murmurou baixinho, como se para alertar o loiro a ficar quieto.
Todos os olhares se estreitaram e uma expressão levemente preocupada transpareceu pelos olhos do Leão. HIroki levou a mão ao rosto institivamente ao perceber que o novato, como sempre, não entendia o que estava acontecendo. Para um descendente de uma nação estar perambulando pelo território de outra.... Normalmente não era para coisas boas. Do jeito que o amigo havia falado, certamente ele não acreditaria se alguém dissesse que havia causado tal polêmica simplesmente ‘para explorar um território que não era feito de rochas vulcânicas’. Simplesmente soaria como uma desculpa.
Mas bem, toda verdade normalmente era muito menos convincente que uma desculpa bem formulada.
Naturia e Dragiosso eram conhecidas por terem assuntos inacabados.
Um silêncio pairou entre os descendentes que avaliavam, cada um a seu modo, a situação e as informações que acabavam de receber. Hiroki sentiu o sangue aquecer enquanto pensava nas consequências que isso traria e como tal informação seria usada contra si. Já podia ouvir as broncas de Agnimon e Flamedramon e os olhos verdes de seu pai se tornando vermelhos.... Quando ele voltasse.
Apesar do motivo de estar ali ser exatamente descobrir o motivo da ausência do Chefe dos Dragon’s Roar, ele só por um momento desejou adiar um pouco a informação.
- Hiro... – V-mon o puxou pela mão, acordando-o do transe e fazendo-o sentar e recobrar a postura. Com o olhar afiado de um dragão, ele sabia que seria pior se não falasse nada.
- Eu-
- Sinto muito pelo atraso. – Uma voz feminina ecoou pelo salão, redirecionando o foco da tensa discussão para uma garota em seus 15 de cabelos prateados e olhos negros que adentrava o salão junto com um imponente Digimon humanoide, coberto por uma armadura em tons de prata e vermelho e por uma capa lilás, Mistymon. A grande espada que jazia em sua cintura deixava os demais Digimons presentes atentos. Usando roupas adornadas e repleta de tecidos em tons claros que lembravam a antiga moda humana oriental, era claro que vinha da família de Virus Busters. – Agora que estão todos aqui, podemos começar – Ela sorriu fazendo uma pequena reverencia – Tommy Miller, teve dificuldades para achar a localização? Tenho certeza que mandei a DATA com as informações corretas.
- Ah... – O loiro fez uma reverencia de volta para a garota – Não sei, eu vim parar no meio de uma dessas passagens...
O leão pigarreou, tomando a fala.
- Meu senhor ainda não está familiarizado com as ferramentas do Digimundo, peço seu perdão pela demora.
Ouve um breve entre olhar entre os presentes, que pareciam avaliar a situação. O descendente de Naturia nunca era muito comentado e muitos ainda acreditavam que a atual Rainha ainda não havia se casado com ninguém. Por ter enfrentado uma guerra há alguns anos e não haver nenhum tipo de jovem humano no reino além dos filhos pequenos do irmão da rainha, acreditava-se que esta estava tendo dificuldades em gerar um herdeiro. Derrepente surgir um jovem, já nos seus 18, que se dizia ser o descendente era, no mínimo, suspeito. Especialmente após a surpresa do garoto de Dragiosso.
- Você disse que estamos todos aqui... Mas não devíamos ser oito? – O descendente de Deep Savers comentou com um sorriso formal apático do clima desconfortante. A jovem fez um sinal para que o loiro se sentasse ao redor mesa de pedra e fez o mesmo em seguida.
- Sim.... Infelizmente a herdeira dos Nightmare Soldiers parece que... Não vai comparecer – A expressão da loira pareceu vacilar, mas ela não deixou que isso interferisse em sua fala. – E o jovem do Metal Empire acabou tendo algumas complicações...
- Ouvi boatos que andam havendo problemas com a ausência do Chefe – A Jungle Troopes falou de maneira casual, mas com olhos felinos. O moreno ao seu lado abriu um pouco mais o sorriso e acompanhou a onda que ela começara. Por falar em coisas que todos – ou quase todos – os presentes haviam estudado, isso era como extrair informações em situações daquele tipo.
- Isso chegou a meus ouvidos também, senhorita. Parece que a família não está muito contente.
De maneira sutil, a jovem que havia reunido a todos deu um leve pigarrear, como que para afastar o assunto. Parecendo levemente emburrados, os dois jovens se calaram e observaram como os olhos negros como a noite da garota percorriam os de cada um dos presentes na mesa.
- Bem, gostaria de explicações do porquê de termos sido chamados aqui. – O acompanhante do jovem de Wind Guardians, um majestoso Digimon quadrupede coberto de penas brancas, HippoGriffomon, se pronunciou pela primeira vez após seu estado de observação parecer ter finalmente acabado. Com o sorriso desaparecendo e uma expressão séria tomando lugar, a descendente voltou a se pronunciar.
- Como descendente, eu me sinto na obrigação de revelar a vocês, meus futuros colegas, que o mundo digital como conhecemos está em grave perigo.

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